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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Memórias!

Participei, há dias, em mais um almoço dos vários que já foram organizados para se angariarem fundos que permitam restaurar a velha escola de Louçãs! Um grupo de corajosas mulheres deitou mãos a esta obra e a escola não parece a mesma: tem telhado novo, chão, portas e janelas lindas e até a cave, que era um buraco em terra batida, escuro e frio, foi recuperada tendo agora disponível um bom espaço para arrumos! Se eu estivesse no Facebook escreveria "Gosto disto"! Para mim, aquele não é um edifício qualquer: é o sítio onde dei aulas durante 20 anos! E gosto também daquela aldeia, das pessoas que lá conheci e conheço e que fazem um pouco parte da minha vida!




As heroínas que estão a conseguir tudo isto!



A cave em recuperação e as escadas que lhe dão acesso e que não existiam!


Depois, foi a volta pela aldeia!


O tanque, lavadouro público na altura, está igual, com a placa que diz "Junta de Freguesia de Vila Nova de Ourém".


A capela que é de 1897, restaurada entre 1992 e 1996.


Depois, a paisagem sempre verde e fresca...


...onde aparecem casas novas que nos dizem que a aldeia continua viva!

Prometo voltar, não só para almoçar mas também para encontrar antigos alunos e recordar! Como agora!


sábado, 27 de julho de 2013

Para sempre!

 
 
 
Este é um presente para a Zé que hoje partiu e deixará em todos os que a conheceram uma saudade funda! As flores porque era alegre e tinha uma força de que poucos suspeitavam. O poema porque representa tudo o que ela não queria que se repetisse, com o seu imenso amor à Liberdade que tentava conservar, para si e para os outros, a todo o custo! Ficarás para sempre nos nossos corações, Zezinha!
 
 
OS MEDOS
 
É a medo que escrevo. A medo penso,
A medo sofro e empreendo e calo.

A medo peso os termos quando falo.

A medo me renego, me convenço.


A medo amo. A medo me pertenço.
A medo repouso no intervalo
De outros medos. A medo é que resvalo
O corpo escrutador, inquieto, tenso.


A medo durmo. A medo acordo. A medo
Invento. A medo passo, a medo fico.
A medo meço o pobre, meço o rico.


A medo guardo confissão, segredo,
Dúvida, fé. A medo. A medo tudo.
Que já me querem cego, surdo e mudo.


José Cutileiro, "Os medos" in Versos da mão esquerda, 1961

sábado, 25 de maio de 2013

Porque hoje é Sábado!

Alberto Ribeiro celebra o Marco do Correio! É uma canção muito antiga de que me lembrei...sabe-se lá porquê! Divirtam-se com a ingenuidade da letra! Bom fim de semana!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Dia da Espiga!


Vale a pena recordar e celebrar com a poesia de Miguel Torga!

Não sei que tem a luz da primavera, . .
Que me embebeda !
Será que eu bebo por telepatia
A alegria
Do vinho que há-de vir ?
Embriagado ando, de certeza...
A cair,
Só de ver outro sol na natureza.


(imagem da net)


quarta-feira, 6 de março de 2013

«Aniki Bobó»!


O Fantasporto celebrou os 70 anos deste filme e conseguiu juntar nesta festa o realizador Manoel de Oliveira (104 anos ainda activos)e as duas personagens pricipais, "Teresinha" e "Carlitos", ambos com mais de 80 anos! Deve ter sido feliz, este reencontro.
O argumento baseia-se num conto do escritor João Rodrigues de Freitas, «Meninos Milionários». No vídeo, fica uma cena que eu acho deliciosa! E como gosto muito de lengalengas, não resisto a reproduzir aqui a que os garotos usavam nos seus jogos.
«Aniki Bebé, aniki bobó, passarinho totó,berimbau, cavaquinho, salomão, sacristão, tu és polícia, tu és ladrão!»

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Faça-se luz, mesmo pequenina!

 
 
Ontem voltei a ficar sem luz por umas boas 10 horas! Este "amigo" deu uma ajuda quando outras tecnologias mais avançadas falharam: o candeeiro a gás, que não era usado há muito, recusou-se. O petromax entupiu, fez uma fumarada...apaguei-o. A lanterna de campismo, a pilhas, por mais boa vontade que tivesse, era só uma e não chegava para as requisições! E pronto, lá veio o velhinho candeeiro a petróleo, sempre em forma, depois de abastecido com o respectivo combustível e de uma aparadela à torcida para não mascarrar a chaminé! Resta-me uma dúvida: como é que consegui fazer tantos trabalhos da escola com uma luzinha destas? Ou só agora é que dou pela diferença? De qualquer modo, obrigada amigo!

domingo, 21 de outubro de 2012

Homenagem!

Os livros
É então isto um livro,
este, como dizer?, murmúrio,
este rosto virado para dentro de
alguma coisa escura que ainda não existe
que, se uma mão subitamente
inocente a toca,
se abre desamparadamente
como uma boca
falando com a nossa voz?
É isto um livro,
esta espécie de coração (o nosso coração)
dizendo 'eu' entre nós e nós?
Manuel António Pina

sábado, 13 de outubro de 2012

Música ao Sábado

Era o tema do filme «Olhos Negros» que vi há muitos anos e de que gostei muito!

Bom fim de semana para todos!

sábado, 30 de junho de 2012

Canetas!



Esta foi a minha primeira caneta, aquela com que aprendi a escrever. Havia canetas de madeira, cilíndricas, com riscas às cores pintadas em espiral mas que ao fim de pouco tempo tinham a extremidade feita em franjas pelos dentes dos utilizadores. A mim coube-me esta em sorte e fiquei muito contente: era uma novidade, era de plástico, vermelha porque o meu pai era benfiquista e não pensaria em comprá-la de outra cor! Guardo-a como uma relíquia!
Nesse tempo, já íamos adiantados na escrita quando começávamos a usar caneta e tinta nos malfadados tinteiros como o da foto que, às vezes, se despejavam por nós abaixo, para grande arrelia das nossas mães!
Aprendi a escrever, a caligrafia não era nada de fazer inveja mas  garanto-vos que esta caneta nunca "deu" muitos erros. Mesmo assim, não conseguiu fazer de mim um Camões ou um Eça! Que pena tenho!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Às vezes...lembranças!

Desde muito pequena que me lembro de haver em casa gaiolas para grilos, bonitas, feitas com gosto e paciência por meu pai: um "castelo de Ourém", uma casa com dois pisos onde podiam habitar 2 grilos sem se envolverem em pancadaria, torres de diferentes feitios... Durante o Verão havia sempre um grilo a "cantar", às vezes de noite e de dia, conforme o calor. Algumas foram oferecidas a amigos, miúdos ou graúdos, outras estragaram-se com o tempo e o uso. Ainda existem duas destas gaiolas e esta, tenho-a eu, quase como uma relíquia! Neste Verão, quis experimentar se ainda seria capaz de dormir com aquele gri-gri estridente e vá de conseguir um habitante para a minha torre. Confirmou-se: durmo perfeitamente! Agora, já em pleno Outono, o grilinho despediu-se, tranquilamente deitado na folha de alface fresquinha e tenra que sempre lhe servia de mesa e cama. Como o gosto que tive nesta experiência não foi o mesmo de há muitos anos atrás porque percebo melhor os seres vivos engaiolados (mesmo os grilos), acho que esta minha gaiola vai ficar só como objecto decorativo e de estimação e nunca mais vai ter inquilino!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Dia da Espiga

Não achei esta canção na voz da sua intérprete inicial, Lina Demoel, mas aqui a deixo cantada com toda a alegria de que estes jovens são capazes!



domingo, 1 de maio de 2011

Maio com maias!




Estas são as flores do campo a que eu, desde pequena, chamo maias. Havia muitas perto da casa dos meus pais! Nasciam com o mês que hoje começa e eu vi há pouco Maio a "nascer"! Para o resto do ano, estou livre do feitiço com que a minha mãe nos assustava: «quem não se levantar cedo no 1º de Maio fica preguiçoso todo o ano!» e ainda não sei por que razão só este mês tinha poder para nos castigar! Apesar de não ser coisa que nos tirasse o sono, lá fazíamos um esforço(zito) para acordarmos mais cedo!




(imagem da net)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Ciclones!


15 de Fevereiro de 1941! Foi há 70 anos o ciclone que assolou praticamente todo o país e se fez sentir também em Ourém. Ainda não era nascida mas tenho memória do que me foram contando ao longo dos anos: foi uma tempestade muito severa que derrubou milhares de árvores, destruiu casas, em suma, provocou grandes estragos com os consequentes prejuízos! Lembro-me de ouvir falar de episódios inesperados (até engraçados porque não foram graves), como o de um homem que "voou" uns bons 50 metros agarrado ao seu guarda-chuva, qual para-quedas!
Já lá vão sete décadas e, apesar dos tornados ou mini-tornados muito localizados e breves, parece que fenómenos como este não são frequentes no nosso país!
Por mim, podem passar outros setenta anos!
(imagem em gaianet)

sábado, 22 de maio de 2010

Ena, tanto tempo!!!

Curso do Magistério Primário de Coimbra 1958-1960 Foi há 50 anos! Festejámos hoje as Bodas de Ouro! Parece mentira, tendo-se algumas memórias tão vivas como se fossem ontem! Foi uma festa bonita, cheia de sorrisos e de abraços, mais fortes entre aqueles que não se viam desde o final do curso porque alguns (poucos) nunca foram aos encontros anuais. Ah! mas este era especial! Até estavam presentes os dois únicos professores que ainda vivem, ambos com mais de 90 anos!
E eu, em vez de me pôr para aqui a inventar um discurso filosófico, achei que podia transcrever parte do poema que está A Abrir o meu livro de curso e cujo autor desconheço. Ele, de algum modo, fala de sonhos e justifica a nossa vida, não só como professores mas também como seres humanos.

Idealizámos,
quisemos,
viemos.
Somos jovens:
em nós,
a Vida;
à nossa frente,
a Pátria,
a Sociedade,
o Mundo.
...............
Depois...
Se afaste o vão temor.
Se demos quanto tivemos
a Pátria,
a Sociedade
e o Mundo
enriquecemos,
tenhamos fé:
Valeu a pena vivermos,
o Mundo estará melhor!

domingo, 21 de março de 2010

Homenagem


Hoje começou a Primavera! Para mim, com sol, chuva, nuvens... hoje seria sempre Primavera, apesar do calendário! Isto, porque vi recordado e homenageado pela Câmara Municipal de Ourém, um oureense especial que me habituei a estimar e admirar desde pequena. O sr. Toná, como toda a gente lhe chamava, sentia-se especialmente bem no meio de um rancho de garotos a quem ensinava coisas novas: vi sombras chinesas pela primeira vez feitas por ele, conheci plantas diferentes na "estufa" que mantinha com um carinho extraordinário (e a sensitiva que encolhia as folhas quando lhe tocávamos com a ponta dos dedos? E o nosso espanto que ele gostava tanto de ver?). Com o sr. Toná aprendemos a estimar os jardins, a participar em iniciativas locais, como daquela vez...Preparava-se a festa da vila e ele, sem dizer para quê (era surpresa), pediu à pequenada que juntasse caricas, muitas caricas! Começou logo a "colheita" e qual não foi o nosso espanto quando, na noite da festa, ele fez daquelas caricas centenas de pequeninas lamparinas que acendeu na relva do jardim em frente ao Café Central! As pessoas que o mandaram destruir nunca o teriam feito se tivessem visto aquele "céu" em cima da relva!
E tantas memórias mais!

A mata municipal, muito justamente, tem agora o seu nome.

Para mim, a Primavera começou hoje duas vezes!
(imagem em lana19.loveblog)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Solidariedade


Miep Gies morreu ontem, aos 100 anos, na Holanda. Esta mulher fez parte do grupo que ajudou Anne Frank e a sua família, quando da terrível perseguição feita aos judeus, durante o Holocausto. Não os protegeu só com o silêncio acerca do seu esconderijo mas levando-lhes, sempre com imensos riscos, comida e livros. Quando foram presos e levados para campos de concentração, Miep Gies entrou no Anexo Secreto e recolheu os manuscritos do diário de Anne com intenção de lhos entregar mais tarde, mas Anne Frank morreria no campo de extermínio apenas com 15 anos. Miep deu os documentos a Otto Frank (pai da jovem e único sobrevivente da família), ajudou-o a compilá-los, dando origem ao clássico universal «O Diário de Anne Frank» que faz parte do património mundial proposto pela UNESCO ao programa «Memória do Mundo».
Miep Gies dizia de si mesma: «Não sou uma heroína. Apenas fiz o que qualquer pessoa decente faria.»

(imagem em vsml.n)