sábado, 31 de março de 2012

Música ao Sábado!

Um bom fim de semana para todos!

quinta-feira, 29 de março de 2012

Recantos!

O mar tem recantos, grutas, "portas", sentinelas, mistérios!
Por mais que tente não lhe resolvo os mistérios! Resta-me olhar para ele sem me cansar!

terça-feira, 27 de março de 2012

Teatro!

Com o Mundo transformado num imenso palco de tragédias, é bom celebrar o Teatro a sério, que nos dá uma visão diferente das coisas e das pessoas, que nos traz outros mundos e culturas, em momentos que são verdadeiros oásis no meio de tudo o resto!
VIVA O TEATRO!

sábado, 24 de março de 2012

Música ao Sábado

Para me acalmar antes desta péssima mudança de hora!...

quinta-feira, 22 de março de 2012

89 anos?!



Conheço-o desde que me lembro, sempre bem disposto, com histórias do arco-da-velha e uma memória de elefante! Gosto de conversar com ele e recorro muitas vezes às suas recordações de pessoas, lugares, nomes, datas. Coisas da minha terra que já ninguém consegue contar-me depois que um meu tio e padrinho morreu, se não este senhor.
Hoje li e ouvi uma entrevista que lhe fez O Mirante e que vale a pena pela jovialidade e boa disposição. Deixo-a para quem quiser ouvir.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Árvores!


As árvores e os livros 

As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.

E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.

As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».

É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.


Jorge Sousa Braga

(imagem da net)

terça-feira, 20 de março de 2012

Quase antecipação!


Neste primeiro dia de uma Primavera que, sem calendário, já vai quase a meio,um poema de Torga a celebrá-la.

ANUNCIAÇÃO

Surdo murmúrio do rio,
a deslizar, pausado, na planura
Mensageiro moroso
dum recado comprido,
di-lo sem pressa ao alarmado ouvido
dos salgueirais:
a neve derreteu
nos píncaros da serra;
o gado berra
dentro dos currais,
a lembrar aos zagais
o fim do cativeiro;
anda no ar um perfumado cheiro
a terra revolvida;
o vento emudeceu;
o sol desceu;
a primavera vai chegar, florida.

Miguel Torga

(imagem da net)