quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Sinais (dos tempos?)


Foi a minha escola durante a instrução primária. Na altura, só tinha em frente uma casa de 1º andar onde vivia um homem que não tinha carro, apesar de ser médico.
Agora, a rua não parece a mesma e a minha escola tem como vizinhos da frente prédios, com apartamentos com muitas pessoas dentro, que devem ter apanhado um susto ontem,ao verem sinais de parques de estacionamento pagos e o respectivo "mealheiro" instalados nos passeios, em toda a zona.
Não sei o que, entretanto, se passou mas acho que os sinais e a máquina daquela rua se envergonharam de estarem ali à caça de moedas, porque hoje os vi com a "cara" coberta de preto. Se calhar,"os mandões" tiveram pena daqueles moradores que teriam de pôr os respectivos carros em "cascos de rolha" ou nas escadas dos prédios, durante o dia, ou, em tempo de "caça" ao voto deixaram(?) cair estas ideias cruéis, não vá o poleiro fugir-lhes.
Até a minha escola vai esperar para ver se o dito "mealheiro" teve morte à nascença ou se ressuscitará após o tempo de "caça"!...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Fuga?

Fugi uns dias, mas estou de volta!
É só um trocadilho (que o autor me desculpe), com o título da mais famosa composição para órgão, de Sebastian Bach. Boa para ouvir de olhos fechados, esta Toccata and Fugue in D minor.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Aljubarrota


Foi há 624 anos!
A Batalha de Aljubarrota deu-se ao final da tarde de 14 de Agosto de 1385, entre tropas portuguesas e castelhanas, nas imediações da vila que lhe daria o nome.
O resultado foi a derrota dos castelhanos, o fim da crise de 1383-1385 e a consolidação de D. João I como rei de Portugal.
Foram-se criando, à volta deste acontecimento, lendas(?) como a da padeira de Aljubarrota, a dos cantarinhos de água na capela de S. Jorge e, provavelmente, outras.
D. Nuno Álvares Pereira, então Condestável do Reino, não é lenda e foi o grande estratega militar desta vitória, a garantia da continuação da nossa independência em relação a Castela.
Não deixemos morrer a História pelo esquecimento!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Verão



Calor! Calor!
E preguiça para exercícios de escrita!
Amanhã, vou, de novo, refrescar-me como estes amigos aqui ao lado, mas numa «chávena» um bocadinho maior!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Aniversário


A 12 de Agosto nasceu Miguel Torga, numa terra de penedias agrestes de que tanto fala na sua obra.
Extraordinário escritor, além de médico, gostava de se definir como Poeta. A sua poesia e a sua prosa parecem ter saído das fragas que o viram nascer, tão naturalmente como as flores selvagens da serra.
Esta é a definição de si mesmo:


RETRATO
O meu perfil é duro como o perfil do mundo.
Quem adivinha nele a graça da poesia?
Pedra talhada a pico e sofrimento,
É um muro hostil à volta do pomar.
Lá dentro há frutos,há frescura, há quanto
Faz um poema doce e desejado;
Mas quem passa na rua
Nem sequer sonha que do outro lado
A paisagem da vida continua.

Miguel Torga

sábado, 8 de agosto de 2009

Partida

Partiu Raul Solnado, a quem ficamos a dever tantos e tão bons momentos de humor, boa disposição, gargalhadas...
Obrigada, Raul! Vamos recordá-lo sempre e tentar cumprir a sua recomendação:
-«Façam favor de ser felizes!»

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Azares!


Os «amigos do alheio» andam com azar. De vez em quando, saem-lhes furadas as tentativas de viverem melhor à custa dos que trabalham, juntam migalhas como as formiguinhas, são honestos e dão bons exemplos, com que os primeiros não aprendem nada.

Hoje, no Cacém, provou-se que a justiça na hora é eficaz porque mais rápida. Bem haja o Sr. Agente que correu, correu até deitar a mão ao larápio que, assim, foi apanhado em flagrante com 30 000 eurinhos no saco!